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Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
rodrigogazeta@bol.com.br
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
 
Defensor do Cabuloso; Herança maldita?; Prestação de contas; União Brasil: como ficam PSL e DEM em Varginha?
14/10/2021

Eleições 2022: Pimentel pode ser candidato a deputado federal 

A eleição de 2022 vai trazer muita surpresa aos brasileiros, a começar pela candidatura do ex-presidente Lula, que todos imaginavam estar definitivamente banido da vida política nacional. Contudo, o desgaste da direita liderada por Bolsonaro e a inimaginável anulação dos processos de Lula no STF, parecem ter trazido de volta a possibilidade real de que o ex-condenado Lula volte a comandar o Brasil. A reconstrução do PT passa por Minas, segundo maior colégio eleitoral do país. O PT continua fraco em Minas, sem nome definido para o governo estadual. O desgaste da última gestão de Pimentel (PT) em Minas é percebido nas pesquisas e nenhum petista se aventura a representar a legenda em 2022 para o governo. Mas é certo que o PT terá candidato, pelo menos no primeiro turno! O deputado federal Reginaldo Lopes pode ser o nome escolhido para a disputa do governo, embora prefira disputar o Senado. Já o ex-governador Fernando Pimentel, um dos principais responsáveis pelo estrago da imagem da legenda no Estado, pode ainda aparecer nas urnas em 2022. Ocorre que com a volta de Lula, Pimentel foi novamente escalado para disputar uma vaga na Câmara Federal, e pode vir a ganhar. Os articuladores do PT projetam que Pimentel, se for mesmo candidato, pode chegar a 200 mil votos, garantir sua vitória e ainda ajudar a legenda e eleger outros petistas. Fora o desaforo da eventual volta a cena política de Pimentel, os opositores do PT, alegam que o ex-governador, na verdade, busca uma candidatura em 2022 para conseguir a imunidade parlamentar, visto que teria vários processos contra ele e a imunidade por 4 anos poderia ajudar na prescrição de algumas penas, tendo em vista a idade do político. De qualquer forma, é fato que a volta de Lula, traria de volta muitos nomes que já imaginávamos estarem fora do jogo político: Pimentel é um deles. 

Defensor do Cabuloso 

O advogado Gustavo Chalfun, uma das lideranças mineiras da advocacia que participará ativamente das disputadas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais neste ano, está novamente na mídia. Desta vez não é por conta das eleições da OAB, mas sim pelo novo cliente de seu escritório em Belo Horizonte. O escritório de Chalfun foi escolhido pelo Cruzeiro Esporte Clube na reconstrução do time que enfrenta diversos problemas na Justiça. O fechamento do contrato com o Cruzeiro é mais uma vitória do escritório de Chalfun em BH, onde possui uma filial do escritório sediado em Varginha. A eleição da OAB tem mostrado que nomes do interior estão ganhando prestígio na entidade máxima dos advogados. Contudo, grandes nomes da advocacia no interior de Minas precisam militar em BH se quiserem construir relacionamento com a advocacia estadual e também com grandes empresas que demandam grandes ações do Direito. A Capital possui o maior colégio de advogados votantes em Minas, além disso, as grandes empresas do estado também estão sediadas na Capital. 

União Brasil: como ficam PSL e DEM em Varginha

Nas últimas semanas foi consolidado no cenário político nacional a fusão do Democrata e do PSL, dois grandes partidos nacionais que fundiram para criar o União Brasil. A legenda já nasce com a maior bancada da Câmara dos Deputados e por consequência a maior fatia do bilionário fundo eleitoral, mais de R$ 300 milhões serão destinados a nova legenda. No Senado a nova sigla também será forte, tendo inclusive, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que estava de malas prontas para deixar o DEM, mas que agora pode rever os planos diante da criação do União Brasil. O PSL é um partido novo, que foi fortalecido pela candidatura de Bolsonaro em 2018, elegendo grande bancada, contudo, o partido não possui experiência política e palanques fortes nos estados. Também é certo que, após a saída de Bolsonaro do PSL, muitos parlamentares leais ao presidente esperam apenas a janela eleitoral para deixar a sigla, o que também pode mudar agora. Afinal, a fusão fortaleceu ambas as legendas, DEM e PSL. Já o Democratas, que possi história e experiência política, tendo diretórios consolidados em todos os estados, pode oferecer maior articulação a nova sigla e juntos DEM e PSL, terão muito dinheiro, tempo de TV e Rádio para as eleições de 2022. Ainda não ficou claro como se dará a gestão do novo partido nas cidades onde existem o PSL e o DEM, como ocorre em Varginha. Aqui na cidade, o médico Vismario Camargos, comanda o DEM com as benções de Rodrigo Pacheco, mas tem problemas com o antigo comando da legenda, ligada a Carlos Meles (desafeto de Pacheco). Vismário tem desejo de ser candidato, nunca escondeu seu desejo, mas tem compromissos com antigos amigos como Zacarias Piva, que será candidato em 2022. Agora que pode ter a chance de comandar o maior partido do Brasil em Varginha, será que Vismário sairá candidato em 2022, ou trará Zacarias Piva para o União Brasil como nome da legenda em 2022? A conferir! 

Mais R$ 2 milhões ao Regional, só falta a prestação de contas  

A Prefeitura de Varginha encaminhou para a Câmara Municipal, Projeto de Lei que autoriza o município a conceder auxílio financeiro de R$ 2 milhões para o Hospital Regional do Sul de Minas. A crise daquele hospital aumentou com não realização de diversas cirurgias em razão da pandemia. O prefeito Vérdi lembra ainda, que com o encerramento do Hospital de Campanha de Varginha, o Hospital Regional do Sul de Minas assume a competência e a responsabilidade para atendimento e tratamento dos pacientes contaminados pela COVID-19. A transferência de R$ 2 milhões, sob forma de subvenção, para o Hospital Regional do Sul de Minas, busca manter os serviços de saúde até então prestados, a fim de resguardar o direito à vida e à saúde da população. As dificuldades do Hospital Regional são bem anteriores a pandemia, quando a instituição já enfrentava falta de recursos e de transparência em suas contas. Esta transferência milionária prevista para o Regional, se confirmada, será mais uma entre diversas outras ocorridas neste ano. Mas apenas ficar enviando recursos ao Regional sem que exista uma criteriosa gestão e controle fiscal de nada adianta, pelo contrário, apenas agrava o problema do hospital que possui dívidas que podem passar dos R$ 100 milhões e nada se sabe sobre prestação de contas detalhada à sociedade. Além disso, não se tem notícias de balancetes de prestação de contas da instituição. Quanto o Regional deve? A quais empresas e a quanto tempo? Quais são as negociações de cada dívida? Porque alguns credores recebem primeiro e existem descontos diferentes para cada dívida? Curioso é que entra gestão, sai gestão e o Hospital Regional recebe cada dia mais recursos e aumenta cada dia mais suas dívidas! 

Mais um nome 

O presidente do Cidadania (23) em Varginha, Cleber Origenes é pré-candidato a deputado estadual por Varginha. Cleber já havia sido candidato a vereador em 2020 e construiu bom relacionamento com vários grupos políticos locais. O pré-candidato possui ampla rede de comunicação nas redes sociais e mantem constante comunicação com muitos articuladores políticos a fim de definir qual será seu candidato a federal para eventual dobradinha. O Cidadania deve lançar como candidato ao Senado o deputado estadual Cleiton Azevedo, da cidade de Divinópolis. Muitas legendas estão definindo agora as chapas de deputados, já prevendo a dificuldade de muitas legendas para cumprir as metas definidas por lei para acesso ao Fundo Partidário/Eleitoral, além de outras cláusulas de desempenho. Em Varginha é bem provável que tenhamos mais de 5 candidatos a deputado estadual e pelo menos 4 a deputado federal. Além disso, vale destacar que muitos outros candidatos vão aparecer “de paraquedas” na cidade a caça de votos. Alguns deles ligados a outros políticos e partidos da cidade, mas sem nenhum compromisso real de defender grandes temas locais ou mesmo trazer recursos de destaque para a região. A coluna deseja boa sorte ao Cidadania e a Cleber Origenes em sua nova empreitada política. 

Será desta vez... 

Dois nomes importantes da política local podem mudar o tabuleiro eleitoral caso realmente sejam candidatos em 2022. O primeiro deles é o ex-prefeito Antônio Silva, que todos davam como “aposentado das urnas”, mas que nos últimos dias “reapareceu em inauguração e encontro político recente”. Antônio Silva já foi candidato a deputado no passado e é nome com voto certo na cidade, mesmo após ter renunciado a Prefeitura de Varginha, certamente teria muitos votos e apoio na cidade, inclusive do prefeito Vérdi Melo. O maior problema é que Antônio Silva está no PTB que, a princípio, já tem nome para deputado estadual em 2022, no caso, o secretário municipal de Governo Carlos Honório Ottoni Junior. Assim, se Antônio Silva for mesmo candidato em 2022, ele desbancaria Honorinho ou sairia a federal? Já outro nome que promete mexer no tabuleiro eleitoral em 2022 é do reitor do UNIS Stéfano Gazzola. O reitor vem prometendo que sairia candidato, porém até aqui não teve coragem de abandonar o confortável cargo de reitor para disputar nas urnas, mas certamente seria um nome forte, pois teria grupo, apoio e recursos se for mesmo candidato. Não se sabe é se Gazzola teria apoio popular na cidade das pessoas que sempre o acompanharam nas ações educacionais, afinal, uma disputa a deputado federal envolve muito trabalho e complicações políticas pela região. Além disso, Stefano Gazzola precisa escolher bem a legenda e sua equipe para não “estrear mal nas urnas”. Nesta altura de sua vida profissional, estabilizado e reconhecido por seus muitos feitos, se colecionar uma eleição pífia para deputado, poderia abalar outras áreas de sua vida. Contudo, uma conversa recente entre Stéfano Gazzola e Antônio Silva, pode ter sido um indicativo de que o reitor pode estar querendo “companhia profissional” em sua campanha. O difícil é saber se o reitor quer em Antônio Silva um companheiro de chapa com votação certa ou um coordenador político experiente com conexões políticas em várias cidades. De qualquer forma, a união de Antônio Silva e Stefano Gazzola assustou muita gente, pois um tem voto e o outro tem recursos, uma combinação certeira para 2022.    

Herança maldita? 

A matéria saiu no Jornal O Tempo, de Belo Horizonte, no dia 13 de outubro de 2021, informando que o governador Romeu Zema (Partido Novo), segundo informações passadas à ALMG pelo governo, ao final de 2022 seria deixada uma dívida maior que de seu antecessor Fernando Pimentel (PT). Apesar de ter anunciado economia no gasto público e ter aprovado a reforma da previdência dos servidores estaduais, o governador Romeu Zema (Novo) encerrará o mandato com o orçamento no vermelho, representando um rombo maior que o deixado pelo seu antecessor, Fernando Pimentel (PT). O governador encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que fixa as receitas e despesas para o ano que vem, último ano do mandato. O orçamento fechará com um déficit de R$ 11,7 bilhões. O último ano de Pimentel, 2018, foi marcado por um déficit de R$ 11,2 bilhões. No texto assinado por Zema, há um apelo para que seja aprovado o Regime de Recuperação Fiscal. "Esclareço que, atualmente, as despesas com amortizações e serviços da dívida encontram-se suspensas por diversas decisões liminares do Supremo Tribunal Federal – STF. Contudo, o Tribunal sinalizou recentemente a possibilidade de cassar tais decisões, o que obrigaria o Estado a adotar medidas emergenciais para cumprir eventuais ordens do STF com aportes volumosos e imediatos de recursos hoje inexistentes no caixa do Estado para essa finalidade", afirma o governador. É indiscutível que Zema melhorou bem o caixa do Estado, além de reerguer a economia mineira, sem falar no esforço para pagar em dia os servidores estaduais. Porém, se os números apresentados pelo Governo Zema para a Assembleia Legislativa se mantiverem, o discurso de “eficiência do Novo ou incompetência do PT” caem por terra nas eleições de 2022. Afinal, Zema não pode deixar uma “herança maldita de dívidas” pior que a que encontrou em 2018 e ainda se julgar melhor administrador que seu antecessor que foi um fiasco. A conferir! 

Prestação de contas 

O Legislativo municipal oficiou à Prefeitura de Varginha para saber onde o município pretende gastar os R$ 7 milhões que a cidade esta recebendo pelo acordo judicial da Mineradora Vale S/A. O município deve ter respondido o questionamento, mas o Legislativo não fez questão de informar a imprensa e nem mesmo o governo também não informou o que pretende fazer com essa bolada que não terá destinação obrigatória como a maioria dos recursos vindos para o cofre municipal. Será que os milhões da Vale vão virar “pagamento de salários aos servidores ou terão destinação em alguma obra específica para a população”?  
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