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Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
rodrigogazeta@bol.com.br
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
 
Causa animal; Chama o VAR: Chumbo trocado; Custo benefício; Falando em penalidades
24/07/2022
 

Investimento ambiental 

Será inaugurado amanhã no Zoológico Municipal de Varginha os novos investimentos realizados pela prefeitura para melhorar o atendimento à população naquele espaço. O zoológico municipal, um dos mais completos da região, esteve interditado por longa data e vem sendo recuperado por este governo. O secretário municipal de Turismo, Charles Barry Sobrinho, que defendeu a recuperação e investimentos no Zoo desde sua chegada à pasta, conseguiu ampliar a visitação e a arrecadação do zoológico. Neste sábado, 23/07, será inaugurado novos recintos para as araras, urubu rei, maritacas, águias, gaviões e pequenos mamíferos. Diversos outros investimentos foram realizados ao longo desta gestão da secretaria de Turismo comandada por Barry. As novas instalações somam-se ao Centro de Educação Ambiental Paiquerê, novo espaço do zoo que também será entregue amanhã e promete atrair a comunidade para maior convivência naquele espaço público. O zoológico de Varginha, mesmo ocupando pequeno espaço em área valorizada dentro da cidade, consegue impor ambiente bucólico e tranquilo aos animais que ali residem. Lembrando que, boa parte dos animais do zoo de Varginha são oriundos de resgates realizados pelo Ibama, que localiza os animais após a retirada ilegal dos mesmos da natureza por caçadores e contrabandistas. Tais animais, muitas vezes feridos e sem condições de voltar à natureza, são abrigados e cuidados no zoológico de Varginha. 

Causa animal

Falando no Zoológico de Varginha, que claramente é uma estrutura de apoio à causa animal, visto que cuida e abriga animais que foram ilegalmente retirados da Natureza e não tem mais condições de retornar. A Prefeitura de Varginha tem ainda outra estrutura pública que está recebendo investimentos para cuidar de cães e gatos abandonados nas ruas da cidade: o canil municipal. A estrutura também estava abandonada e recebeu muitas críticas dos “defensores da causa animal, que gostam de criticar governos e gastar recursos públicos com os bichos, mas nunca se movem para promover campanhas de arrecadação para sua causa ou para coibir o abandono de animais”. Contudo, de olho na saúde pública e também nos votos que a bandeira da causa animal pode trazer, o governo municipal tem melhorado a estrutura do canil e os gastos com compra de ração, remédios e ampliação da estrutura no canil são cada dia maiores. Será que alguma das personalidades municipais que defendem a causa animal ou mesmo alguma instituição que viva cobrando gastos do poder público com os gatos e cães abandonados não se habilita a gerenciar o canil? Alguma entidade verdadeiramente defensora dos bichinhos abandonados que queira realmente mostrar o amor aos animais assumindo a gestão e os custos do canil”? Que tenha a criatividade e a força popular de mobilizar os defensores da causa para ajudar os cofres públicos neste atual pesado custo do canil? Alguém se habilita?  

Chama o VAR 

A Prefeitura de Varginha vai gastar cerca de R$ 70 mil reais com a contratação de um microempreendedor individual (MEI) para arbitrar os jogos do Campeonato Amadorzão e Campeonato Veteranos que ocorrem no município. Em anos anteriores o município contratava a Liga de Futebol, entidade representativa do setor. Muito estranho a contratação, neste momento, de uma MEI, ou seja, um particular e ainda mais neste valor. “Será que dá para pedir o VAR neste lance? Pode ter alguma falta aí” 

Chumbo trocado 

A coluna já havia cantado a pedra quando disse que diversos “candidatos forasteiros iriam cair de paraquedas em Varginha” para pescar votos na cidade. Disse ainda que este tipo de comportamento é bem comum, mesmo porque, muitas vezes são candidatos locais, que sem nomes para dobradinha, buscam pessoas de fora para somar forças e dividir custos das campanhas eleitorais. Uma dupla de candidatos nascida no “seio do governo municipal” não conseguiu se manter unida, mesmo com os esforços do prefeito para uma “dobradinha única”. Estou falando do reitor do UNIS, Stefano Gazzola, pré-candidato a deputado federal e Carlos Honório Ottoni Júnior (Honorinho), ex-secretário do governo Verdi, pré-candidato a deputado estadual. Havia a expectativa que a dupla sairia “firme e forte como os nomes do governo municipal para as eleições de 2022”. Todavia, mal começaram as eleições e as campanhas de Gazola e Ottoni já tomam caminhos diferentes. Gazola buscou construir dobradinha com o deputado estadual professor Cleiton Oliveira, que embora também seja do setor educacional (o que facilita o discurso do reitor), é adversário político do governo Verdi. Cleiton Oliveira apoiou no passado Rogério Bueno, contra a candidatura de Verdi Melo. Por certo que Honorinho não gostou da aproximação de Gazola e Cleiton, pois esperava e contava com a parceria de Gazola dentro de Varginha. Todavia, como “chumbo trocado não doe”, agora foi Honorinho quem importou nome novo para disputa local de deputado federal. O ex-secretário de Verdi, aproximou-se da deputada federal Gleyce Elias, que tentará a reeleição e vem tentando conquistar apoio de lideranças locais de olho nos 100 mil votos de Varginha. A deputada federal Greyce Elias já enviou recursos de emenda parlamentar ao município, por meio de pedido do vereador Eduardo Ottoni Júnior, (Dudu Ottoni), que é primo de Honorinho. Por certo, através da costura política de Dudu Ottoni, a deputada federal Greyce Elias vai ter agora uma dobradinha na cidade, com a candidatura parceira de Honorinho para deputado estadual. Não sabemos se o professor Cleiton Oliveira vai tirar mais votos de Honorinho entre os apoiadores de Stefano Gazzola ou se será Greyce Elias que vai tirar mais votos de Gazola entre os apoiadores de Honorinho. Certo mesmo é que o vereador Dudu Ottoni conseguiu um modo criativo e barato de conquistar votos à deputada Greyce Elias, da longínqua cidade de Patrocínio/MG. No final, não sabemos quem vai ganhar a disputa, mas Dudu Ottoni vai sair fortalecido no gabinete federal baseado em Patrocínio. 

Custo benefício

Quem acompanha o diário oficial de Varginha tem visto uma infinidade de aplicação de multas de trânsito realizadas pelo Departamento Municipal de Trânsito de Varginha – Demutran. As aplicações mostram uma clara atuação das autoridades de trânsito local, com maior fiscalização, ou talvez, mais abusos dos motoristas locais. Não sabemos! De qualquer forma, vale destacar que os recursos arrecadados por tais penalidades devem ter destinação exclusiva na melhoria do trânsito local, que, aliás, precisa de recursos. Será que tais multas estão sendo devidamente pagas e recolhidas para investimentos no Demutran e ou Guarda Municipal para melhoria do trânsito e da fiscalização? Quando e como este recurso é fiscalizado? Será que está fiscalização tem surtido efeito para educar os motoristas e gerar recursos para melhoria das vias da cidade? Quanto foi arrecadado com tais penalidades?  

Falando em penalidades

As muitas aplicações de multas de trânsito pela cidade se confundem com as também muitas aplicações de multa em razão da não limpeza de imóveis em Varginha. Ao longo dos últimos anos, a fiscalização quanto a terrenos baldios abandonados em Varginha aumentou muito. Também não sabemos se tais multas estão sendo pagas e para qual finalidade tem sido aplicado tal recurso arrecadado. Mas certamente que não é pouca coisa. Na última relação de pessoas que haviam sido multadas pelo município por não limpar seus imóveis, havia de juiz de direito a altos servidores públicos municipais, passando por grandes empresas regionais. Parece que o “pau que bate em Chico está batendo em Francisco”, só resta saber se os “franciscos também estão pagando as penalidades, ou se apenas os chicos estão sofrendo no bolso”. Afinal, sabe-se também que o time da Procuradoria Municipal, responsável pela dívida ativa e incumbida de resgatar créditos do município, não é propriamente reconhecida pela “competência e eficiência na execução e ganho de causas”. Assim, de nada adiantará a melhoria na fiscalização se os setores administrativos e jurídicos da Prefeitura de Varginha não tiverem a mesma rapidez e eficiência mostradas pela fiscalização. A conferir! 

Entregue pra Deus 

Alguns produtores culturais de Varginha já “entregaram para Deus” o Teatro Capitólio que vem passando por inúmeras e sucessivas reformas, ano após ano, sem perspectiva de retorno integral para a classe artística da cidade. Os muitos espetáculos e exposições que ocorriam no salão principal do teatro e no Foyer Aurélia Rubião e levavam milhares de pessoas ao local é algo que ficou no passado. Não sabemos o que é pior, se é ter um espaço único para a arte e a cultura que, atualmente só dá gasto e não é utilizado ou se não ter uma estrutura pública de apoio a cultura, como ocorre com diversas cidades da região. De qualquer forma, os principais promotores culturais de Varginha apostam na chegada do novo espaço da arte, educação e cultura da cidade, que deve ser o espaço do antigo Cine Rio Branco, que está em reforma para ser entregue à sociedade no início de 2023. Os apoiadores da Cultura apostam, quem sabe, que sob a gerência da Secretaria Municipal de Educação e não da Fundação Cultural, talvez o espaço do Rio Branco seja mais útil e disponível para a sociedade que o Teatro Capitólio! A conferir!  

Tudo pode mudar 

A volatilidade dos preços dos combustíveis, com altas frequentes (graças a Deus e ajuda da legislação federal construída por Bolsonaro) agora passa por recente temporada de redução dos preços. Em Varginha o litro da gasolina caiu mais de R$ 2 reais, já o litro do álcool pode ser encontrado por pouco mais de R$ 4 reais em alguns postos da cidade. A redução se deu em razão da queda dos impostos, que foram estabelecidos no patamar de 18% para o ICMS, conforme determinação de lei federal. A nova legislação federal foi construída por Bolsonaro a partir de negociação no Congresso Nacional, que desagradou os governadores que perderam arrecadação, contudo, o cidadão comemora a redução, que também chegou ao álcool. Até mesmo os contratos de compra de combustíveis realizados pelo poder público municipal tiveram queda. Contudo, espertos que são, empresários e governo colocaram os contratos públicos com prazo de 30 dias, dando margem para possíveis ajustes no preço de acordo com o mercado. Afinal, ninguém quer levar prejuízo! 

Ouro verde 

Os preços do café estão aumentando e fazendo a alegria dos cafeicultores e dos governos, que arrecadam mais e melhoram os números da balança comercial do Brasil. E os preços devem continuar subindo por dois motivos, o primeiro deles é o aumento do dólar, que se valoriza diante do aumento de juros nos EUA e a guerra na Ucrânia. O segundo motivo é que o consumo de café no mundo vem crescendo ano a ano, com novas utilidades para o café na gastronomia e cosmetologia. O mundo e também o Brasil estão querendo beber cada dia mais café e de boa qualidade. 

Minas é o segundo estado que mais exporta no país 

Minas Gerais é destaque e se consolida como o segundo estado que mais exportou no segundo trimestre de 2022, com negócios que movimentaram mais de US$11,4 bilhões. O valor representa um aumento de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, Minas soma US$20,3 bi, elevação de 7,8% na comparação com 2021. Os dados fazem parte de um levantamento do Comex - Comércio Exterior, elaborado pelo IEL - Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e pela FIEMG. Os principais destinos dos produtos são China, Estados Unidos, Argentina, Alemanha e Holanda. Em relação ao Real, o Comex apurou uma expressiva oscilação durante o segundo trimestre, sendo que a taxa média mensal de câmbio recuou de R$/US$4,962 em março para R$/US$4,754 em abril. O diferencial das taxas de juros brasileira e americana contribuiu para o fluxo positivo de recursos estrangeiros no país. Este resultado econômico só reforça o sucesso da parceria do Governo de Minas com o setor produtivo no estado, principalmente a Indústria. Os investimentos privados em Minas cresceram porque o Governo de Minas reduziu a burocracia e passou a ouvir o setor, reduzindo entraves que impediam investimentos públicos e, principalmente, privados. Além disso, o momento econômico de retomada da economia após a pandemia exigiu que empresários e governos fossem mais colaborativos para vencer as dificuldades. Os governos e setores econômicos que entenderam o momento estão conseguindo resultados jamais vistos antes. É o caso de Minas Gerais em diversos setores, que os bons ventos continuem.
 
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