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Mais um lote da cerveja Belorizontina da Backer está contaminado, diz PC
Jornal O Tempo | 13/01/2020 - 12:10:38
Foto: Cristiane Mattos
Cerveja Belorizontina ainda era comercializada em alguns estabelecimentos de BH na semana passada (Foto: Cristiane Mattos)
Laudos de peritos da Polícia Civil apontam que, neste terceiro lote contaminado, duas substâncias tóxicas atingiram a bebida
 
Além dos dois lotes de cerveja contaminados por dietilenoglicol – L1 1348 e L2 1348 –, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou, nesta segunda-feira (13), que ainda um terceiro lote da cerveja Belorizontina, da Backer, também estaria contaminado por substâncias tóxicas.
 
No entanto, além de ter entrado em contato com o dietilenoglicol, a bebida também teria sido contaminada por monoetilenoglicol.
 
A contaminação da cerveja é apontada como uma das possíveis causas para o adoecimento de dez pessoas que a teriam ingerido ou adquirido em pontos do bairro Buritis, na região Oeste de BH, antes de serem internadas.
 
Todas elas apresentam o mesmo quadro sintomático – denominado "síndrome nefroneural". Os pacientes foram acometidos por insuficiência renal grave e alterações neurológicas. Um deles, morador de Ubá internado na Santa Casa de Juiz de Fora, na Zona da Mata, não resistiu à gravidade dos sintomas e morreu na quarta-feira passada (8). 
 
Os exames laboratoriais de três dos pacientes, que ficaram prontos nos últimos dias, confirmam a presença de dietilenoglicol na corrente sanguínea dessas pessoas.
 
Com isso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) orientou os profissionais da saúde a seguirem um novo protocolo clínico para tratamento de intoxicação por dietilenoglicol. 
 
Os investigadores da Polícia Civil ainda buscam identificar todos os lotes de bebida que teriam sido consumidos pelos pacientes internados para, por fim, encontrar aqueles que estariam contaminados.
 
Uma força-tarefa composta pela instituição, por técnicos da Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde e da SES-MG investigam o caso. 
 
De acordo com o jornal O TEMPO, a reportagem procurou a assessoria da cervejaria Backer para que a empresa possa comentar a descoberta de um novo lote contaminado pela substância química, mas ainda não obteve retorno. 
 

 

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