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Notícias | Eleições 2020
Diocese da Campanha divulga orientações pastorais ao clero, leigos candidatos e fiéis em geral para as eleições municipais
Iago Almeida / Varginha Online | 15/09/2020 - 12:25:39
Foto: Divulgação
(Foto: Divulgação )

Considerando a proximidade das eleições municipais, a Diocese da Campanha divulgou algumas recomendações ao clero, aos cristãos leigos e leigas que se candidatam e aos fiéis em geral, nesta semana.

 
Segundo a Diocese, “todos os cristãos católicos são chamados a se empenhar de maneira participativa, consciente e crítica, sendo ‘sal da terra e luz do mundo’ (Cf. Mt 5,13-14), assumindo compromissos mais efetivos com a cidadania, visando a transformação da sociedade”, afirmou o documento.
 
O documento foi enviado para as paróquias e divulgado nas redes sociais, com assinatura do bispo Dom Pedro Cunha Cruz e do coordenador de Pastoral da Diocese, Padre Jean Poul Hansen.
 
A Diocese ainda enfatizou que “a construção da paz se dará através de uma sociedade consciente e madura, comprometida com o bem comum, com a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana desde o seu nascimento até a sua morte natural, os direitos humanos, a justiça e a solidariedade social, a cultura da paz e a superação da violência e o cuidado com a Casa Comum”, completou.
 
Confira as recomendações

1) Ao Clero
 
- que seus membros, incardinados ou não, residentes ou eventualmente presentes na Diocese da Campanha-MG, não se filiem e/ou participem de partidos políticos ou atividades de propaganda político-partidária, por conseguinte, não se apresentem como candidatos a cargos públicos, bem como, não utilizem do exercício ministerial para a propaganda ou apoio a candidatos ou partidos políticos;
 
- que sua configuração pessoal ao Cristo, sumo e eterno sacerdote, transpareça cada dia mais no exercício do ministério da comunhão e jamais da divisão no seio do Povo de Deus, sendo para tanto pai e pastor de todo o povo, independentemente de suas opções político-partidárias;
 
- que ofereça a todos os cristãos leigos e leigas que se candidatam em suas paróquias uma cópia destas orientações e colham a sua assinatura, dando ciência das mesmas; que afixe, quanto possível, uma cópia nos quadros de avisos, publique nas redes sociais paroquiais e, se julgar oportuno, leia integral ou parcialmente, estas orientações ao final das celebrações eucarísticas do próximo domingo.
 
2) Aos cristãos leigos e leigas que se candidatam
 
- que mantenham a vida cotidiana na comunidade de fé e permaneçam em suas funções ministeriais e pastorais, não havendo necessidade de se afastarem e, assim, zelem para dar testemunho vivo de uma fé autêntica, responsável e coerente com o Evangelho de Jesus Cristo;
 
- que não usem de suas funções ou serviço na Igreja como espaço ou ocasião para a promoção pessoal e propaganda eleitoral, para tanto, no exercício de suas funções litúrgicas e pastorais não portem vestes ou qualquer outro objeto de propaganda eleitoral. Caso o disposto não seja respeitado, caberão ao pároco ou administrador paroquial, averiguados e comprovados os fatos, afastar o fiel candidato de suas funções até o pleito eleitoral;
 
- que, de comum acordo com respectivos párocos ou administradores paroquiais, busquem dialogar com grupos interessados para se apresentar e para dar a conhecer seus propósitos e compromissos políticos;
 
- que não utilizem pessoalmente ou por outrem (“cabos eleitorais”) dos espaços físicos (igrejas, capelas, centros comunitários) e virtuais (redes sociais, grupos de whatsapp...) das paróquias e comunidades, pastorais em movimentos de nossa Diocese para veicular propaganda eleitoral direta ou indiretamente;
 
- que não utilizem de seus serviços eclesiais como identificação política (por exemplo: “Zezinho ministro” ou “Maria catequista” ou ainda “João do grupo tal”) bem como de imagens religiosas para a propaganda eleitoral (fotos com o bispo, o padre, a imagem do padroeiro ou a Igreja da comunidade);
 
- que jamais se apresentem como candidatos da Igreja Católica – o que não existe –, mas católicos candidatos.
 
3) Aos fiéis em geral
 
- que façam um verdadeiro processo de discernimento – na oração e à luz da Palavra de Deus e do Magistério Eclesial – em vista do exercício cidadão do voto e para tanto, verifiquem se os candidatos estão comprometidos com as grandes causas do povo de Deus (a superação da pobreza, a promoção de uma economia solidária, voltada para a criação de postos de trabalho e justa distribuição de renda, a educação de qualidade para todos, a saúde, a moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente); fiquem atentos à prática da corrupção eleitoral, do abuso do poder econômico e da compra de votos. Candidatos com um histórico de corrupção ou má gestão do recurso público, que nada fazem em favor da população e apenas se utilizam da política como meio de vida e não como serviço ao próximo, que promovem valores opostos ao Evangelho (a morte, a violência, o racismo, o descaso com a ecologia...) não devem receber nosso apoio e nosso voto nas eleições;
 
- que nenhum agente dos diversos ministérios, pastorais, movimentos e associações, em suma, ninguém participe em nome da Igreja de quaisquer atos ou reuniões políticas de apoio a qualquer candidato;
 
- que estejam atentos ao cumprimento destas orientações por parte dos cristãos leigos e leigas que se candidatam como sinal de comunhão e obediência à comunidade de fé que eles afirmam participar.
 
“A força transformadora da sociedade provém do voto consciente. Que este momento de pleno exercício da cidadania seja vivido de maneira saudável e tranquila, sem paixões exageradas ou excessos que contribuam para a divisão e a polarização já tão presentes em nossa sociedade. Como cristãos, somos chamados a fazer a diferença, contribuir eficazmente para que através de ações democráticas, transparentes e justas, sejamos construtores do Reino de Cristo no mundo, a partir dos empobrecidos, vulneráveis e excluídos. Nossa Senhora do Carmo, padroeira de nossa Diocese, interceda a Deus em favor da paz, da justiça, da democracia e da vida plena e abundante para todos”, encerrou o documento diocesano.
 

 

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